Sonho CLIII
Num daqueles passeios estreitíssimos do Bairro Alto, que aliás já não existem, eu decidira secar roupa debaixo de um grande guarda-sol.
Estendi toda a roupa cuidadosamente.
Cada meia com o seu par e todas as peças bem esticadas, para serem mais fáceis de passar a ferro.
Porém, no momento em que abri o guarda-sol, veio uma forte rajada de vento que me levou pelo ar, como se eu fosse uma versão Pop da Mary Poppins.
Um enorme guarda-sol colorido não tem nada a ver com um pequeno guarda-chuva preto.
«Larga o guarda-sol e põe os pés no chão enquanto é tempo.» - Pensava eu.
Mas não me era possível tomar essa atitude sensata.
As mãos não se soltavam.
De súbito o vento amainou e ambos, eu e o guarda-sol, descemos à terra.
Não há dúvida que se reconhece uma certa equivalência entre o absurdo de secar roupa debaixo de um guarda-sol e a possibilidade de alcançar o sucesso sem qualquer intervenção do mérito pessoal.
Um enorme guarda-sol colorido não tem nada a ver com um pequeno guarda-chuva preto.
«Larga o guarda-sol e põe os pés no chão enquanto é tempo.» - Pensava eu.
Mas não me era possível tomar essa atitude sensata.
As mãos não se soltavam.
De súbito o vento amainou e ambos, eu e o guarda-sol, descemos à terra.
Não há dúvida que se reconhece uma certa equivalência entre o absurdo de secar roupa debaixo de um guarda-sol e a possibilidade de alcançar o sucesso sem qualquer intervenção do mérito pessoal.