A Maria do Mar estava muito feliz porque podia de
novo abraçar o Diogo.
Na verdade, continuava a achar-lhe muita graça, por
causa do corpo magricelas e desengonçado, que fazia lembrar o Lucky Luke, os
caracóis negros e longos que lhe davam um ar meio esgrouviado e aquele
semblante de cavaleiro medieval, o ar de adolescente irreverente e as unhas
roídas.
Porém, a situação não era, na verdade, nada
agradável, a despeito das suas primeiras impressões, porque a verdade é que
estavam ambos amarrados um ao outro e pendurados de uma corda, no alto de uma
torre, como aqueles casais trágicos medievais, à espera que lhes cortassem a
cabeça com um machado.