A Maria do Mar e B.Y. nem sequer falavam. Ele abria-lhe a porta e, de imediato, começavam a despir-se.
Que maravilha poder desabotoar os botões da sua camisa um por um e mergulhar inteira naquele perfume embriagante!
Palavras para quê?
Nem sequer era preciso que tocasse bem piano. Bastava que fosse um gentleman e carregasse aquele perfume, como uma aura ou uma carga eléctrica, dançando em torno do seu corpo.
Estavam com tanta fome que tinham de fazer amor durante horas, até que o outro estômago também lhes exigisse uma refeição.
E não havia mais nada.
Apenas essa alegria (ou saciedade) que era a filha dilecta da fome e do desespero.