Sobre as decisões que nos condenam

Sonho LXXXVI

 
Estávamos a fugir dos nossos assassinos, que nos perseguiam furiosamente.
 
Conseguíamos escapar entre as alas de um palácio abandonado, cheio de relíquias e móveis antigos acumulados.
 
Engenhosamente, escondíamo-nos no topo de uma pilha de cadeiras, encaixadas umas nas outras.
 
Eram mais de cem cadeiras empilhadas em pilhas únicas, erguidas em direcção aos altos tectos, como pilares insólitos.
 
Infelizmente, um dos nossos perseguidores lembrava-se de olhar para cima.
 
Estávamos condenados.
 
A nossa própria decisão de estar ali no topo das pilhas de cadeiras é que nos tinha condenado.